Doação e Divisão das Terras

     Por volta de 1919, João Inocêncio do Amaral vinha vender e dividir terrenos na Fazenda Águas Paradas. A fazenda tinha sido de João Botelhos de Vasconcelos (consta no livro ‘Subsídios para a História de Tanabi’, de Sebastião Almeida Oliveira, página 10, a posse de João Botelhos de Vasconcelos na Fazenda Águas Paradas).

     João Inocêncio do Amaral era procurador dos herdeiros de João Botelhos e Escolástica Augusta de Vasconcelos, que eram Bento Braz Nogueira, João Gabriel Filho e sua mulher Maria Florinda Salles.

**Procuração dos herdeiros de João Botelhos para João Inocêncio do Amaral

     Os pioneiros locais procuraram João Inocêncio do Amaral manifestando-lhe o desejo de criar um patrimònio. Para isso deveria haver uma doação de terras ao Bispado de São Calor a cuja jurisdição eclesiástica pertenciam. E o sonho dos pioneiros foi realizado:

“Em fins de 1919, por João Inocêncio do Amaral foram retalhadas datas de 22 x 44 mt., vinte e sete quarteirões, cortador nos terrenos da Fazenda Águas Paradas e doados ao Bispado de São Calos, a cuja juristição eclesiástica pertencia naquela época, ‘como patrimônio em prol duma futura Paróquia’; sendo nesta ocasião dado ao patrimônio nascente o nome de Vila dos Botelhos (‘Resumo Histórico – Fotográfico da Diocese de Rio Preto’, 1943).

     Os documentos foram levados ao Bispado de São Carlos, cujo domínio administrativo estendia-se desde São Calor até as barrancas do rio Grande, enorme área.

     O Bispado de São Calor, ao devolver o registro de nosso povoado, alterou o seu nome, que passou de Vila dos Botelhos para Patrimônio de São João das Águas Paradas. Na alteração, nota-se a influência da Igreja e ainda o fato de as referidas terras se situarem dentro da Fazenda Águas Paradas.

     Vindo os documentos do Bispado de São Calor, teve início a venda dos terrenos. João Inicêncio do Amaral vinha de Rio Preto, onde morava (ele nunca residiu em Américo de Campos), trazia o livro da Divisão de Datas e procedia a venda, ficando o dinheiro para a paróquia.

     A propriedade era da Igreja Católica que emitia a Carta da Data, outorgando o direito de uso dos terrenos aos seus adquirentes. Quando João Inocêncio não podia vir de Rio Preto, entregava o livro e a trena a João Pedro de Carvalho, que ficava responsável pela divisão. João Inocêncio era muito amigo dos Carvalho, dos Souza e Gonçalves, em Américo. E gozava de confiança dessas famílias.

     Iniciam-se as edificações rústicas no patrimônio em formação. Bem antes, havia sido construída, de pau-a-pique, por Francisco Manoel da Silva, a primeira igreja do povoado.

Nota: O Bairro dos Botelhos, na zona rural, pertencia a Américo de Campos, e hoje está integrado ao município de Pontes Gestal

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: